Pós-Graduação - Programas Ciências do Mar

São considerados programas de pós-graduação em Ciências do Mar aqueles cujas linhas de pesquisa ou cuja produção (dissertações e teses) enquadravam-se majoritariamente (mais de 50% do total) na definição de Ciências do Mar adotada pelo PPG-Mar (Área do saber que se dedica à produção e disseminação de conhecimentos sobre os componentes, processos e recursos do ambiente marinho e zonas de transição).

 

Tabela: Localização e instituição de origem, ano de ingresso da primeira turma, conceito, vagas oferecidas em 2012 e número de egressos até 2009 por nível de formação (mestrado e doutorado) dos programas de pós-graduação em Ciências do Mar em atividade no Brasil.

Observações: Os dados entre parênteses referem-se à quantidade de dissertações e teses defendidas em todas as linhas de pesquisa do programa, enquanto os demais indicam a quantidade de dissertações e teses defendidas nas linhas de pesquisa enquadradas na definição de Ciências do Mar adotada pelo PPG-Mar; 1 Vagas para todas as linhas de pesquisa, independente da relação com as Ciências do Mar; 2 Fluxo contínuo de ingresso. 3 Não inclui as vagas referidos em 1 e 2; 4 Informações incompletas para os anos de 1993 a 1997; 5 Informações incompletas para os anos de 1978 a 1989; e 6 Número de dissertações e teses enquadradas na definição de Ciências do Mar adotada pelo PPG-Mar.

Os 28 programas de pós-graduação identificados como pertencentes à área de Ciências do Mar oferecem 49 cursos, sendo 28 de mestrado e 21 de doutorado. São 14 programas enquadrados na grande área de Ciências Biológicas, 6 (seis) na de Ciências Exatas e da Terra, 6 (seis) também na de Ciências Agrárias, 1 (um) na de Engenharias e ainda 1 (um) na Multidisciplinar. Informações adicionais sobre estes programas estão sintetizadas em documento anexo.

A Região Sul abriga 10 programas, a Nordeste 8 (oito), a Sudeste 7 (sete) e a Norte somente 3 (três). Os programas identificados como pertencentes à área de Ciências do Mar estão distribuídos por 12 dos 17 estados costeiros brasileiros, sendo o Rio Grande do Sul a unidade da Federação com a maior quantidade (5). Não há programas da área nos estados de Alagoas, Sergipe, Piauí, Maranhão e Amapá. Em 18 cidades brasileiras há programas neste domínio do conhecimento, sendo Rio Grande aquela que abriga a maior quantidade (5). No total 19 instituições estão envolvidas com formação na área, 17 pertencentes ao setor público (13 federais e 4 estaduais), 1 (uma) ao setor privado e 1 (uma) ao 3° setor. A FURG é a instituição brasileira com a maior quantidade de programas (5) enquadrados na definição de Ciências do Mar adotada no âmbito do PPG-Mar.

O resultado da última avaliação trienal da CAPES (2010) indica que 64,28% dos cursos de mestrado (28) oferecidos pelos programas de pós-graduação enquadrados na definição de Ciências do Mar obtiveram conceito 4 e 5, enquanto os demais ficaram com conceito 3. Já os cursos de doutorado (21) oferecidos por estes programas tiveram conceito 4 ou 5 em 85,71% dos casos, com os demais obtendo conceito 3 (Tabela VI). Em relação à avaliação trienal de 2007, houve uma evolução do conceito 4 para 5 dos cursos de mestrado e doutorado de 4 (quatro) programas, ao passo que 2 (dois) programas tiveram uma queda no conceito de seus cursos de mestrado e doutorado, que passaram de 4 para 3.

O resultado da avaliação dos programas identificados como pertencentes à área de Ciências do Mar pode estar influenciado pela inexistência de uma área própria junto a CAPES. Por englobarem uma temática multidisciplinar, os programas de Ciências do Mar são, em muitos casos, avaliados por comitês de áreas de conhecimento diversos daquela em que se inserem, com possíveis reflexos negativos no resultado final. O exemplo mais contundente é o dos programas de Oceanografia, que estão inseridos na grande área de Ciências Exatas e da Terra, mas são avaliados pelos comitês de Geociências e de Ciências Biológicas I. Caberá ao PPG-Mar, em conjunto com os programas de pós-graduação, analisar alternativas para modificar esta realidade, propondo ações e metas que favoreçam a consolidação das Ciências do Mar como área de conhecimento. Contribuir para que pelo menos um dos programas de Ciências do Mar obtenha conceito 6 na próxima avaliação trienal da CAPES deve estar no horizonte do PPG-Mar.

São 472 as vagas oferecidas para 2012 pelos cursos de mestrado de Ciências do Mar. Não estão consideradas, neste total, as vagas oferecidas pelos Programas de Ecologia/UFRN, Ciências Biológicas (Zoologia)/UFPB, Geologia/UFBA, Zoologia/UFPR e Engenharia Oceânica/FURG, os quais, embora produzam dissertações majoritariamente na área, não registram predomínio do tema entre suas linhas de pesquisa. Independente das eventuais vagas não contabilizadas (mantida a tendência de dissertações relacionadas com as Ciências do Mar defendidas em anos anteriores, estes programas podem contemplar 55 vagas adicionais para mestrado), é evidente que há um descompasso entre o número de vagas de mestrado oferecidas (527 se considerar as 55 adicionais) e a quantidade de egressos dos cursos de graduação em Ciências do Mar (842 em 2011). Seria necessário ampliar em cerca de 40% o número de vagas nos cursos de mestrado para atender os graduados neste domínio do conhecimento. Esta talvez seja uma das razões, se não a principal, que explica a elevada produção de dissertações na área de Ciências do Mar por programas de pós-graduação que não têm esta temática como interesse principal. Propor alternativas para ampliar a oferta de vagas nos programas dedicados às Ciências do Mar é um dos desafios a ser enfrentado pelo PPG-Mar nos próximos anos.

Embora em menor proporção, também os cursos de doutorado em Ciências do Mar oferecem um quantitativo de vagas (182 em 2012) insuficiente para atender o contingente de mestres recém-titulados pelos programas da área (232 em 2009). Tal como no caso dos cursos de mestrado, não estão consideradas as vagas oferecidas pelos Programas de Ecologia/UFRN, Ciências Biológicas (Zoologia)/UFPB, Geologia/UFBA e Zoologia/UFPR, que, embora produzam teses majoritariamente na área, não registram predomínio do tema entre suas linhas de pesquisa. Também não estão incluídas as vagas oferecidas, em 2012, pelo Programa de Biologia Ambiental/UFPA, que tem fluxo contínuo para o doutorado. Independente das eventuais vagas não contabilizadas (mantida a tendência de teses relacionadas com as Ciências do Mar defendidas em anos anteriores, estes programas podem contemplar pelo menos 15 vagas adicionais para doutorado), é evidente que há um descompasso entre o número de vagas de doutorado oferecidas (197 se consideradas as 15 adicionais) e a quantidade de recém-mestres dos programas de Ciências do Mar (232 em 2009). Para não interromper a formação acadêmica, um número expressivo de recém-mestres precisa anualmente buscar alternativas de ingresso em cursos de doutorado que não se incluem nas Ciências do Mar, o que explica em parte a produção de teses na área de Ciências do Mar por programas de pós-graduação que não têm esta temática como interesse principal. Alterar esta realidade, conforme já referido anteriormente, está entre os objetivos do PPG-Mar.

Entre 1974, ano de titulação dos primeiros mestres por cursos incluídos na área de Ciências do Mar, e 2009, foram defendidas 2.291 dissertações. Os cursos incluídos na Grande Área de Ciências Biológicas da CAPES formaram 1.155 mestres, o que corresponde a 50,41% do total titulado no período pelos 28 cursos que compõem a área de Ciências do Mar.

A figura abaixo mostra a evolução do número de pós-graduados pelos cursos de mestrado em Ciências do Mar agrupados pelas Grandes Áreas de Conhecimento definidas pela CAPES.

 

 Figura: Número de egressos dos cursos de mestrado da área de Ciências do Mar por Grande Área de Conhecimento da CAPES no período 1974-2009.

 

 A quantidade de egressos mantém uma tendência de crescimento nos últimos dez anos (passou de 110 dissertações em 2000 para 232 em 2009), comportamento que deverá continuar nos próximos anos em face da contribuição a ser aportada pelos programas recentemente iniciados. Desde 2005, foram criados 7 (sete) novos programas, quatro dos quais não tinham titulado nenhum mestre até 2009. Assim, a expectativa é de que o conjunto de cursos de Ciências do Mar forme em torno de 300 novos mestres a cada ano já a partir de 2012.

Individualmente, o curso de mestrado em Oceanografia, da USP, é responsável pela maior quantidade de mestres formados entre 1974-2009 (17,77% do total de dissertações defendidas no período). Institucionalmente, a FURG, com 5 (cinco) cursos, responde pela maior contribuição, tendo titulado 424 mestres no mesmo período (18,51% das dissertações defendidas).

Entre 1977, ano de titulação dos primeiros doutores por cursos incluídos na área de Ciências do Mar, e 2009, foram defendidas 492 teses. Os cursos incluídos na Grande Área de Ciências Exatas e da Terra da CAPES formaram 269 doutores, o que corresponde a 54,67% do total titulado no período pelos 19 cursos que compõem a área de Ciências do Mar.

A figura abaixo mostra a evolução do número de pós-graduados pelos cursos de doutorado em Ciências do Mar agrupados por Grandes Áreas de Conhecimento definidas pela CAPES.

Figura: Número de egressos dos cursos de doutorado da área de Ciências do Mar por Grande Área de Conhecimento da CAPES no período 1977-2009.

 

A quantidade de egressos dos cursos de doutorado incluídos na área de Ciências do Mar é reduzida (média aproximada de 37,6 doutores/ano na última década) e tem oscilado, mas a expectativa é de que venha a crescer e se estabilizar em breve, em razão da contribuição dos novos cursos recentemente iniciados. Desde 2005, ano de início das atividades do PPG-Mar, foram criados 7 (sete) novos Programas de Pós-Graduação na área, com 10 novos cursos de doutorado (programas que tinham somente mestrado criaram cursos de doutorado), 8 (oito) dos quais ainda não titularam nenhum pós-graduando até 2009.

Individualmente, o curso de doutorado em Oceanografia, da USP, é responsável pela maior quantidade de doutores formados entre 1977 e 2009 (44,72% do total de teses defendidas no período). Institucionalmente, a USP, embora com unicamente 1 (um) curso (os programas de doutorado em Oceanografia Biológica, Oceanografia Física e Oceanografia Química e Geológica foram fundidos em um único programa em 2011), também responde pela maior contribuição, tendo titulado 220 doutores no mesmo período (44,72% das teses defendidas).


Nota: Texto de autoria de Krug, L.C. (Agosto de 2012)

 

Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais (UFRA)

Instituição: Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA

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Ecologia Aquática e Pesca (UFPA)

Instituição: Universidade Federal do Pará - UFPA

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Biologia Ambiental (UFPA)

Instituição: Universidade Federal do Pará - UFPA

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Engenharia de Pesca (UFC)

Instituição: Universidade Federal do Ceará - UFC

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Recursos Pesqueiros e Aquicultura (UFRPE)

Instituição: Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE

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Ecologia (UFRN)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

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Sistemas Aquáticos Tropicais (UESC)

Instituição: Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

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Ciências Marinhas Tropicais (UFC)

Instituição: Universidade Federal do Ceará - UFC

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Oceanografia (UFPE)

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

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Ciências Biológicas - Zoologia (UFPB)

Instituição: Universidade Federal da Paraíba - UFPB

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Geologia (UFBA)

Instituição: Universidade Federal da Bahia - UFBA

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Aquicultura e Pesca (IP)

Instituição: Instituto de Pesca - IP

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Sustentabilidade de Ecossistemas Costeiros e Marinhos (UNISANTA)

Instituição: Universidade Santa Cecilia - UNISANTA

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Biologia Marinha e Ambientes Costeiros (UFF)

Instituição: Universidade Federal Fluminense - UFF

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Oceanografia Ambiental (UFES)

Instituição: Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

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Dinâmica dos Oceanos e da Terra (UFF)

Instituição: Universidade Federal Fluminense - UFF

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Oceanografia (UERJ)

Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

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Oceanografia (USP)

Instituição: Universidade de São Paulo - USP

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Aquicultura (FURG)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande - FURG

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Aquicultura (UFSC)

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

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Ecologia (UFSC)

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

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Sistemas Costeiros e Oceânicos (UFPR)

Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR

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Oceanografia Biológica (FURG)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande - FURG

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Oceanografia Biológica (FURG)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande - FURG

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Zoologia (UFPR)

Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR

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Gerenciamento Costeiro (FURG)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande - FURG

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Oceanografia Física, Química e Geológica (FURG)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande - FURG

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Engenharia Oceânica (FURG)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande - FURG

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Ciência e Tecnologia Ambiental (UNIVALI)

Instituição: Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI

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